Feliz ano novo, pessoal :)
Comecemos pelo mais importante: a comilança de ano novo. É claro que ninguém vai reparar que tem cordeiro, costelas E presunto na mesa. Assim, frugal o cardápio.
Acabei não tirando foto da melhor sobremesa da noite (ainda estava no forno a essa altura da vida), justamente porque eu tinha achado que ela não ia dar certo de jeito nenhum... Eu ia fazer um crème brulée e colocar framboesas por cima. Eu comprei framboesas justamente pelo apelo visual das dita cujas, então eu tinha que arranjar alguma coisa pra servir com framboesas, oras! Chego em casa do supermercado e descubro que não tem creme de leite na despensa (O Marc fez sorvete outro dia e usou todo o meu estoque), então a mistura do creme que já estava pela metade do caminho teve que ser improvisada e ganhou um pouco de leite condensado, farinha, fermento e foi pro forno assim mesmo, mameluca da vida. E não é que o troço ficou bom? Ficou um bolo com centro cremoso, bem caramelizado por fora! Bom mesmo. Sério.
O pior é que eu misturei tudo sem tirar medida nenhuma, nem dá pra fazer a pitomba da receita de novo... E o ano novo começa com a sua primeira lástima culinária.
Enfim, feliz ano novo de novo!
Minha lista de natal este ano é super curta: um corvo de estimação, por favor!
Fazia muito tempo, eras até, ue eu não desenhava alienígenas. O engraçado é lembrar gente apontando que as proporções anatômicas desses desenhos estavam erradas... não diga!
Mais um. Talvez fosse uma boa idéia efetivamente TERMINAR um desenho um desses dias. Só pra variar.
Não sei vocês, mas depois de um certo ponto parece que você tem que parar de desenhar, senão acaba estragando o que você está desenhando. Eu gosto mais dos rascunhos do que dos desenhos que eu fico lá, horas a fio consertando... Vai entender. Talvez o potencial seja mais interessante do que o definitivo.
Continuando o desenho, que era pra ser parte de uma drawing jam mas eu consegui mexer tanto no pobre rascunho que acabei saindo do tema completamente.
Já que a viagem pra Toronto não rolou, que passemos o dia fazendo nada.
No dia que você, pessoa feliz, estiver perambulando por Ottawa procurando por um sushi esperto, procure aqui: restaurante Genji. Pode pedir a temaki de spicy salmon, o dragão arco-íris (peixes sortidos e abacate por fora, arroz, aspargos e camarão tempura por dentro), o enrolado de lagosta... E os sushis de shitake também são uma beleza. Nham.
No dia seguinte, quando você estiver procurando por um bife com batata frita*, passe no Barley Mow. Nham Nham.
Se você precisar dar uma volta pra digerir o almoço, continue andando na Bank Street até chegar no Thimble Cakes. Peça um cupcake e repita pra si-mesmo que só um não faz mal. Depois peça outro, 2 unidades não podem conter tantas calorias assim, convenhamos. Principalmente os de baunilha, todo mundo sabe que baunilha e raspas de laranja não tem como ser algo de engordativo. O que engorda é suco de laranja, raspa de laranja tá valendo. Nham nhams.
Tá bom, se você anão conseguir deixar de perceber que cupcakes são recheados com calorias mil (bem, cobertos, não recheados), ainda mais depois de ter se empanturrado com o bife e as batatas fritas, atravesse a rua e compre um bolo de cenoura no Bridgehead. Bolo de cenoura é praticamente uma salada em forma de bolo.
De nada.
* Continuo achando engraçado quando lembro da nossa visita a Montreal, a cada esquina tinha algum restaurante anunciando que eles vendiam "Steak & frites". Mas o Marc, tirano, não me deixou entrar em nenhum dos restaurantes especializados em bife com batata frita... Eu nem sabia que Montreal era grande entusiasta do prato, fiquei na maior vontade de comer bife com batata frita por meses depois dessa. E agora fiquei de novo.
Na falta do que se fazer, dá nisso. Como sempre.
Achei um artigo contando como cacatuas australianas estão falando palavras em inglês na natureza; Pelo visto animais de estimação que por algum motivo acabam de volta no seu habitat natural passam o que aprenderam pras cacatuas silvestres! E o pior é que os pássaros passam vocabulário de geração em geração... Já falei pro Max que ele vai começar um curso intensivo de inglês, espanhol e português antes de eu soltar ele de volta na floresta amazônica. Agora é só sentar e escrever o discurso que eu quero que ele espalhe.
Link pro artigo: http://www.australiangeographic.com.au/journal/Parrots-and-other-wild-birds-able-to-talk.htm
Fica aquela pergunta existencial, continuo procurando emprego na área que eu quero (marketing/design) ou invisto o meu tempo e paciência pra fazer algo que eu não gosto, mas está em demanda na minha dileta área (como webdesign)? É a dúvida atroz.
Eu fico um pouco frustrada procurando emprego na área de Ottawa. O meu francês não é fluente, nem acho que vá um dia ser suficiente para trabalhar com comunicação por aqui. Já tenho um sério orgulho da minha pessoa por escrever muito bem em inglês, por ter recebido vários elogios de professores e por ter tido colegas canadenses me pedindo pra revisar o texto deles. Mas realmente não acredito que um dia eu vá chegar nesse nível no francês. Então é frustrante ver chover empregos na área de comunicação & marketing aqui, todos pedindo bilingualismo francês/inglês. E esses empregos ficam sobrando com motivo, tenho a impressão de que mesmo o pessoal nascido aqui tem uma certa dificuldade de usar os dois idiomas em alto nível.
Só tenho uma coisa a dizer: saquito. Morar em Ottawa não foi exatamente uma escolha minha, fui até avisada por um professor antes de vir que quase todo mundo aqui pede o francês fluente... Mas fazer o quê, agora é a hora de ou dar um jeito e ou partir pros freelas, ou continuar levantando pedras na esperança de achar um emprego que só precise do inglês. Resmungos diversos.
O pior é que é sério. Estamos casando no civil esse ano, ano que vem faremos o casório no Brasil. Mas não dava pra deixar em branco, então tivemos o grande jantar aqui em casa pra família, com pizza feita em casa, pavê que não deu certo e cupcakes encomendados. Tô aqui rolando.

Gatineau - fireworks competition - Germany's team, a photo by shps on Flickr.
Ottawa é uma cidade razoavelmente sossegada. No verão uma das coisas que eu mais gosto de fazer é dar umas voltas pelo centro da cidade, pela área do Byward Market, andar pelo parlamento... Eu acho muito engraçado o parlamento ser tão liberado para o público. Você pode entrar, sair, levar o seu cachorro pra dar umas voltas por lá também... sussa.
No último sábado e hoje (quarta) fomos nós lá pro Parliament Hill pra aproveitar a vista do rio e acompanhar a competição de fogos de artifício no cassino de Gatineau (do outro lado do rio, naturalmente). Sempre tem bastante gente no parlamento à noite, a maioria pra ver o show de luz de 30 minutos que é um grande (e lindo) vídeo de auto-promoção do Canadá que é exibido todo dia lá pelas 9:30 da noite durante o verão. É um programa obrigatório pra quem vem pra Ottawa, é de graça e muito legal mesmo.
Mas nós vamos mesmo é pra parte de trás do prédio, levando câmera, tripé e o escambau pra ver os fogos de artifício. Já que eu nunca consigo ver fogos no Reveillon acabo sempre matando a vontade no verão daqui mesmo!(ano novo sem fogos é um troço mixuruca, mas enfim) E nessa parte de trás do parlamento tem um coreto muito bonito, mas que fica no total breu durante a noite. Acabamos passando por lá no caminho de volta, só pra descobrir que vários casais (muitos de meia idade) estavam usando o coreto como pista de dança de salão! No escuro, alguém levando um estéreo e várias pessoas dançando como se fosse a coisa mais normal do mundo. Imagino eu que seja um grupo que se encontra sempre ali no final de semana pra dançar, vou ter que dizer que achei a idéia boa.
Além do povo que acha normal dançar no terreno do governo, também tinha um grupo de pessoas jogando frisbee de noite no gramado/jardim na frente do palácio. Um frisbee iluminado com aquelas lâmpadas LED. Óbvio que uma vontade irresistível de copiar a idéia brotou instantaneamente. Só falta achar o tal do frisbee que brilha no escuro pra vender e arranjar alguém que tope pagar o mico comigo de ficar jogando frisbee de noite no centro da cidade... Mas com um pouco de violência e coerção isso se arranja!
Ainda brincando com o AfterEffects de vez em quando. Se alguém aí tem 30 segundos pra matar vendo um vídeo completamente sem sentido, taí!
Ontem baixei a versão de avaliação da Creative Suite 5.5, mais pra ver se vale a pena adquirir a dita cuja do que qualquer outra coisa (atualmente tenho CS3 em casa). Resolvi começar a fuxicar pelo After Effects, nunca tinha tido a chance de usar antes... Claro que acabei produzindo uma pérola:
Não é pra fazer sentido, não se preocupe. Mas falando sério, estou animada com o que eu vi até agora na versão nova. Mais abobrinhas virão, é o inevitável.
Na falta de uma imagem de coroa que me agradasse, fiz uma para atender às minhas necessidades. Necessidade de colocar um quadro de coroa logo acima da minha poltrona, isto é.

wild carrot flower, a photo by shps on Flickr.
Não tem muita explicação, mas eu adoro essas flores/ervas daninhas que dão em todo canto, povoam terrenos baldios e rachaduras de calçadas. Sempre gostei e sempre quis ter um jardim só delas, mas meio que fica estranho sair na rua e escavucando propriedade pública.
Uma dessas flores silvestres de que eu gosto muito é essa daí, a flor de uma cenoura silvestre que brota em tudo quanto é canto por aqui. Sim, eu já testei pra ver se tinha cenoura na raiz, arranquei uma planta inocente e lá estava - laranja, minúscula, a menor cenoura do universo. Mas enfim, as flores da tal planta são bonitas, com suas longas hastes e uma coleção de florezinhas diminutas espremidas juntas. Eu plantaria essas cenouras aqui em casa com certeza, se não fosse a sociedade opressiva que está só esperando o menor deslize da minha parte pra me taxar de doida. Não vou dar essa satisfação ao povo.

Demos uma passada rápida em Toronto ontem e finalmente conseguimos visitar a AGO (Art Gallery of Ontario). A seleção deles é muito boa, pra mim a melhor parte da visita foi conhecer o trabalho de Cornelius Krieghoff. O trabalho dele mostra a colonização canadense no meio de muito frio, trenós virados e bêbados canadenses dando uma banana pros impostos. É sério! Pode ver aí.
Outra parte importantíssima da visita foi a gift shop, claro. Eu adoro as lojas de souvenir de museus, a seleção de produtos é sempre ótima... e o preço é sempre o terror na terra, então é só pra olhar mesmo e depois comprar por metade do preço em outro lugar. Esse aqui foi o achado do ano, uma empresa que faz travessas com montagens de figuras de animais em quadros clássicos. Sério, seria o ápice da minha carreira viver de criar esse tipo de abobrinha refinada.
Saí do meu trabalho essa semana - o principal motivo sendo que eu não estava indo a lugar nenhum, tudo que tinha sido prometido pela gerência não foi cumprido, aquelas coisas de sempre... Tem certas coisas que eu acho que são desonestas e não consigo conviver, não tem jeito. Chegou ao ponto em que eu prefiro pegar um emprego de salário mínimo e viver com uma maior paz de espírito do que continuar do jeito que estava. Os últimos seis meses foram um inferno, então é meio que um alívio sair mesmo que a condição de desempregada não seja algo que me entusiasme muito.
Então é hora de botar ordem na casa em vários sentidos. Prateleiras sendo instaladas, livros reorganizados, currículos repaginados, viagem a Toronto essa semana, entrevistas, essas coisas.
Artista de rua e sua galinha de borracha.
Dançarina japonesa. Ou algo que o valha.
Entrada franca no museu da moeda, já viu. Dá nisso!
Artista de rua, de cuecas.
Como o Canadá tem (pelo menos da boca pra fora) orgulho de toda essa variedade cultural que a imigração trouxe, teve apresentação de danças típicas e de músicas de vários países no centro da cidade. Parece que teve capoeira, vi um povo com camiseta de samba, mas isso eu não vi... Só parei pra ver a dança japonesa, o cabelo das meninas estava uma obra de arte.
Hoje é o Canada Day, que é o grande feriado nacional aqui por estas bandas. Todo ano Ottawa atrai uma massa de turistas, tem shows no Parlamento, churrasco (bem, churrasco canadense, mais na base do hambuguer, cachorro quente etc), artistas de rua, multidão e vários lugares com entrada franca. Esse ano, pra completar o furdúncio, os herdeiros reais príncipe William & a Kate estão aqui pras comemorações e pra assistir os fogos de artifício hoje à noite.
Acabei vendo os dito cujos britânicos sem querer, já que quando o cortejo real passa tudo pára, as ruas são obviamente interditadas e você acaba tendo que esperar a realeza passar. Assim tive o privilégio de vê-los passar de carro, só deu pra ver que tinha alguém acenando através do insulfilme... se era o William, a Kate ou o cachorro de estimação deles, isso eu não sei. Não deu pra ver. Vou dizer pro povo que eu vi a Kate, já que é pra chutar alguma coisa. E também vi que o motorista tinha um bigode respeitável, um detalhe importantíssimo.
Eu juro que eu tento ser uma pessoa boazinha. Sempre tive fama de maligna, mas é a pura verdade de que eu tento ser compreensiva, tento mesmo não ver muita malícia no que os outros fazem - em grande parte pra não me aporrinhar mesmo, não por grandeza de espírito nem nada. Normalmente estou pouco me lixando pros outros, se estão esfarrapados, se falam com sotaque, o diabo. Não me incomoda muito não, até porque não presto muita atenção mesmo.
Mas se tem uma coisa que me incomoda ENORMEMENTE é a quantidade de pessoas que se comportam como criancinhas mimadas. Alguma coisa não deu certo, não gostou? Cara feia, bate a porta. Não entendo. Não entendo gente que explode aos 40, 50 anos de idade porque não conseguiu o que queria. E bate o pé, grita. Juro, me dá nos nervos. Como é que isso acontece, como é que tanta gente que age dessa forma sobrevive, casa, tem filhos? Quem é que atura isso em casa???
Não há explicação.




























